ressaca de carnaval

hoje vai rolar o querido sarau dos vira-latas, curando as ressacas desse carnaval belorizontino! au!

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2 Comentários

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2 Respostas para “ressaca de carnaval

  1. Olá,
    fui ao Sarau deste sábado passado 25/02, no Museu de Mineralogia.
    Um pouco cauteloso, devido às sequelas de insegurança e comodidade, que o cotidiano das grandes cidades vão perpetrando em todos nós.
    Não sabia o que encontrar.

    Tenho 59 anos e escrevo um pouco de tudo. Gosto de poesia, apesar de ser Engenheiro e trabalhar com o sólido, com o tangível. Mas é como um contraponto, uma saída para uma sobrevivência mais sadia.
    Levei alguma coisa pra ler – adoro o declamar, mas não consigo decorar mais, preciso desta muleta de papel – mas não quis fazer uso dos meus escritos.
    Fiquei apreciando a explosão de criatividade ali presente. Jovens, quase todos os presentes, exercendo as caracteristicas principais dos jovens: o questionar, o contrapor-se, o afrontar-se, o liberar-se, em suma, o existir ao extremo, sem limites nem censura. Me deu muita inveja e lembrança da minha juventude. Quando a simples reunião para conversar era reprimida e encarada como associação para fins “ilicitos”, como me disse certa vez uma “autoridade” policial.
    Tive boas surpresas. Escutei boas falas, muito potencial.
    Outros nem tanto, mas só pelo fato de se exporem eu os aclamo e aplaudo.
    Guardei o nome de um que estava, à principio, sentado perto de mim – Pedro . Depois se uniu à galera de baixo.
    A força de suas falas, a revolta expelida pelos seus pulmões, gritada em palavras, me impressionou.
    Tais potenciais estão logo ali, do nosso lado, mas podem passar desapercebidos, em nosso prejuizo, e de nossa cultura.
    Por isto, faço um apelo a nossos burocratas da cultura, que no fundo se arvoram como promotores, cuidadores, ideologos, propectadores e principalmente, selecionadores da cultura que emana da sociedade a que servem – regiamente pagos por nossos impostos, diga-se de passagem -, se dignem a fazer o que fiz. Tragam seus trazeiros e tomem assentos no chão frio e sujo, suportem o barulho e a fumaça dos onibus que passam de minuto em minuto, e “descubram” estes jovens que, em seus extertores de sobrevivência ao sistema, suplicam, atraves de suas letras e textos, por um lugar ao sol.

    Nós, da sociedade institucionalizada e padronizada, teremos muito a aprender com eles.
    A evolução não está em nós, ditos normais, nos politicamente corretos, mas neles, nos excepcionais, nos que quebram e questionam a mediocridade mundana, à qual nos agarramos.

    Parabens a todos.
    Continuem, apesar de tudo…

    Rodrigo Pena

    • é, no mínimo, extremamente gratificante ler uma opinião dessas. eu, (aqui falo como guilherme, porta-voz apenas da minha opinião particular), acredito que o espaço existe para que a voz se faça presente, ainda que muitas vezes não seja para tal uso. o sarau, entre tantas outras atitudes e movimentações que acontecem hoje em dia, está aí pra tentar mostrar que o espaço para nossa voz não precisa estar inicialmente destinado a ela.
      esperamos que você continue a frequentar os saraus e, quem sabe, solte o verbo para belo horizonte numa próxima oportunidade! muito obrigado rodrigo!

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